Assistindo ao teatro da vida...

Se considerarmos o momento em que a cortina de um palco é fechada, dividindo a sala em dois mundos tão diferentes como a plateia e os bastidores, também os nossos olhos quando encerram para o habitual período de repouso, dividem a nossa vivência em dois mundos completamente diferentes.

A minha intenção é relacionar a ligação entre estes dois mundos separados por uma cortina e estudar a perspectiva de quem na plateia analisa os bastidores, mas também de quem instalado nos bastidores, tem capacidade para analisar toda a plateia.

Sonhos... ficção ou algo mais?

sábado, 1 de dezembro de 2012

Hoje, morreu um poeta!

José Augusto Pinto da Silva, dedicou a sua vida a escrever quadras e poesias. Desde muito jovem e até à sua reforma, trabalhou como metalúrgico numa fábrica da Livração, mas isso nunca foi obstáculo para escrever os seus inspirados poemas. Era um poeta popular...interrompia momentaneamente o seu trabalho e quando vinha a inspiração, rapidamente com um lápis escrevia em papel de embrulho a sua obra. Hoje (2012/12/01) o Augusto viajou para outras paragens e deixou saudades em quem teve o privilégio de com ele conviver. Um dos seus poemas...

Homem se não acreditas...

Homem se não acreditas
que tens alma... p'ra saber
p'ra onde vais, onde ficas,
onde esperas teu viver?

Pensas que vieste ao mundo

só para comer e beber,
p'ra esse viver no mundo
era melhor não nascer.

Se tu pensas desgraçado

que a morte te leva tudo,
deste a alma ao diabo
e lá foi o teu futuro

Faz com que o teu corpo seja

uma morada segura
p'ra que a tua alma esteja,
afastada da loucura.

O teu corpo não é nada

pois nasceu para morrer,
é apenas a morada
da alma que quer viver.

Se pensas só no teu corpo

olha que não pensas bem,
teu corpo é um ser morto
sem alma nem vida tem.

Por isso pensa e medita

que nasceste para morrer
só a tua alma fica,
p'ra toda a vida viver.

Homem não sejas ateu

o mundo nada te dá
pensa em Deus que está no céu
que à tua espera está.