Os asnos figurões assinalados,
Que da classe dos parvos e maltezes,
Por motivos já bem justificados,
Passaram ainda além de Canaveses,
Em certo dia, muito apoquentados,
Mais do que julguem almas humanas,
Entre o Douro e o Tâmega edificaram
O seu reino que tanto sublimaram.
E também as memórias gloriosas
Daqueles tais que foram dilatando
A má fé, e as almas generosas
Andam neste mundo embarrilando,
E esses que por obras cavilosas,
Se vão da pelintrice libertando,
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
RESPOSTA DE CANAVESES:
Que os Bucefalos bravos esporeiam,
Da guerra com seu facho de alçapremas,
Herois- sangueiros que de sangue nutrem,
Merecem maldições e não poemas.
Eu entendo dizer em verso astuto;
Heroi que inspira gargalhada ás turbas,
Heroi, meão do corpo e do bastuto
E sempre das novidades encravadas...
Pimpão das letras e também das tretas,
Mas pimpão que faz rir ás gargalhadas.
Retirado do programa "Bombeiros Voluntários do Marco" Marco de Canavezes
Abril - 1942
Assistindo ao teatro da vida...
Se considerarmos o momento em que a cortina de um palco é fechada, dividindo a sala em dois mundos tão diferentes como a plateia e os bastidores, também os nossos olhos quando encerram para o habitual período de repouso, dividem a nossa vivência em dois mundos completamente diferentes.
A minha intenção é relacionar a ligação entre estes dois mundos separados por uma cortina e estudar a perspectiva de quem na plateia analisa os bastidores, mas também de quem instalado nos bastidores, tem capacidade para analisar toda a plateia.
Sonhos... ficção ou algo mais?